Nós já falamos para você sobre como o mar e a praia podem ser benéficos para você e o seu corpo. Hoje, vamos inverter um pouco as sentenças para fazer uma pergunta: será que nós, humanos, devolvemos todos os benefícios que o mar nos entrega?

Intervenção artística realizada pela Greenpeace. Réplica de uma baleia feita inteiramente com lixo plástico.

A previsão do Foresight Future of the Sea Reporto, relatório britânico sobre a situação dos mares, é que a quantidade de lixo plástico nos oceanos triplique até 2025. E apostamos que você nunca ouviu falar sobra a ilha de lixo, chamada de A Grande Porção de Lixo, que fica no meio do Oceano Pacífico.

 

Além disso, um estudo divulgado pela Science utilizou dados sobre os resíduos plásticos, no qual a densidade populacional e status econômico das pessoas estimam a quantidade de lixo que chega ao mar. O resultado mostrou que, a cada ano, 8 milhões de toneladas de plástico são jogados nos oceanos. São garrafas plásticas, sacolas, canudos, materiais de pescas, isso sem contar todo o microplástico que torna a situação ainda mais difícil de ser dimensionada.

Agora a gente repete a pergunta: será que nós, humanos, devolvemos todos os benefícios que o mar nos entrega? Provavelmente a sua resposta será negativa, afinal, com tanto lixo nos oceanos fica evidente que não cuidamos de forma apropriada de um bem tão precioso. Mas apenas focar em dados chocantes não adianta, né? É preciso entender a situação, compreender a seriedade e, então, saber como agir!

Já sabemos que o plástico pode demorar até 200 anos para se decompor, por isso é tão importante descartá-lo corretamente. Mas você sabe por quê? Segundo engenheira química em entrevista para a Superinteressante, é porque o plástico ainda é um material novo na natureza (surgiu apenas em 1862).

Além disso, o material é composto por centenas de milhares de átomos, principalmente carbono e hidrogênio. Como as ligações entre os átomos são muito estáveis, os decompositores não podem quebrar o material para “destruí-lo” completamente. O problema disso tudo é que, a quantidade de plástico produzido acaba prejudicando o meio ambiente, principalmente a vida marinha.

 

O microplástico, por exemplo, acaba entrando na cadeia alimentar e afetando diversos organismos (inclusive o nosso). Os microplásticos têm a capacidade de absorver substâncias químicas perigosas e, quando ingeridos por organismos marinhos, ferem toda a cadeia alimentar. Outro fator observado pelos cientistas é a contribuição do lixo plástico na proliferação de bactérias como a E.Coli, sendo algumas nocivas para os seres vivos.

 

A verdade é que existem poucas informações concretas sobre os reais efeitos dessa poluição toda. E isso tudo é porque não conhecemos bem o nosso mar. Por exemplo, você sabia que o fundo do oceano é menos mapeado que a superfície de Marte? Se você quer ter uma maior noção sobre todo o plástico que atinge a vida marinha, recomendamos ler este texto sobre a Grande Porção de Lixo, que fala sobre uma “ilha de plástico” que fica no meio do oceano Pacífico.

Você deve estar preocupado com isso, né? Bom, a melhor forma de contribuir é cobrando para que se criem políticas universais para reparar todo esse lixo. Afinal, estamos falando de um planeta que vai além da nossa cidade, estado, país ou continente.

 

Mas enquanto nada de efetivo é feito, você pode começar fazendo a sua parte: apoiando organizações de proteção à vida marinha, descartando o lixo corretamente, não deixando o seu lixo na beira da praia, reaproveitando materiais sempre que possível e apoiando iniciativas que propõem alternativas sustentáveis para o dia a dia.

 

Quer saber mais sobre o problema do plástico? Então acesse os links abaixo:

 

Plástico nos oceanos pode triplicar

Entenda o impacto ambiental do lixo plástico para a cadeia alimentar